Posted by on Out 18, 2011 in Fugas de informação | 0 comments

Artigo para o site Económico – 18 de Outubro de 2011

O presidente do Conselho para a Promoção da Internacionalização (CPI) admite que os privados venham a seguir o exemplo do Estado.

“É uma das possibilidades. As empresas, ao preferirem não despedir, podem cortar nos subsídios ou noutras regalias para evitar despedimentos. Não se sabe como é que isto pode ser feito legalmente, mas em 1983 fez-se”, disse hoje Francisco Van Zeller, depois de já António Saraiva, actual presidente da CIP, ter também admitido a retenção dos subsídios de férias e de Natal no sector privado.

“Talvez pudesse ser feito através de acordos colectivos de empresa, pois com os sindicatos não, já sabemos que a CGTP nunca concordaria”, continuou Van Zeller, que falava na Conferência intitulada “O Estado e a Competitividade da Economia Portuguesa”, na reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

Para Van Zeller a medida dirigida ao sector privado – aumento em meia hora da carga laboral diária -, não tem grande impacto pois “foi uma maneira de dizer que se fez qualquer coisa” sem baixar a taxa social única.

“A meia hora não fará diferença” e o caminho – “não há grandes alternativas” – só pode ser um: a exportação. “A internacionalização não é uma tarefa, é a criação de uma mentalidade”, argumentou Van Zeller, citando que “Portugal exporta cerca de 30% do PIB” quando “qualquer outro país com dimensão equivalente, como a Bélgica, exporta muito mais do que nós, entre 70 a 80%”.

“Somos o país da Europa que menos cresceu em 2010″ em termos de exportação, continuou. “Isso é bom que se diga para que se acabe com esta auto-satisfação: as exportações não estão a correr muito bem”, acrescentou. “Pela primeira vez desde que há registo histórico a balança comercial foi positiva em Agosto”, concluiu.

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