Posted by on Jun 5, 2011 in Fugas de informação | 0 comments

Opinião

Percebemos pouco ou nada. Nada ou pouco. Muito, pouco ou nada. Foi mais uma campanha eleitoral à portuguesa. Tambores, ofensas, músicas, contradições, desilusões e apelos ao voto que é sempre mais “útil” que o do lado. Muito ficou por dizer: que deduções na saúde vão ser cortadas? Como vai haver emagrecimento do Estado sem despedimentos? Que impostos aumentam para o ano? Como tirar dinheiro da Segurança Social?

Como é que a economia pode crescer? Como aumentar o emprego? Principalmente: como é possível pagar o empréstimo de 78 mil milhões de euros? Questões que vão ser postas apenas a partir de segunda-feira. É nesse dia que as preocupações se vão virar para as perguntas que não foram respondidas nos últimos dias. Desta campanha fica uma chuva de sondagens, com o PSD sempre à frente, mas com um líder social-democrata mais forte na recta final.

Francisco Pinto Balsemão, Marcelo Rebelo de Sousa e até mesmo o senhor Sonae colocaram-se ao lado de um Presidente que nem sempre foi saudado pelos conhecidos barões do partido. O apoio surge depois das sondagens indicarem uma descolagem do PSD, em relação ao PS. Sócrates, um primeiro-ministro claramente desgastado, sai da campanha com o contínuo apelo ao voto, ao voto da vitória. Poucos acreditam que volte para S. Bento, as perguntas agora focam-se numa hipotética saída do secretário-geral socialista.

Outra questão será o crescimento do CDS. Acreditam que será razoável, fica a dúvida se será estrutural. Paulo Portas é o que tem mais certeza de que vai para o Governo, um Executivo de coligação. Será este o peso na balança de Pedro Passos Coelho em questões “além troika”. Privatizar a RTP? Dar três ou quatro ministérios? Perguntas para segunda-feira que têm de ter resposta com o “factor novo”.

Já o Bloco de Esquerda, o “fenómeno” como alguns chamam, prepara-se para perder votos. A verdade é que desde a moção de censura que a estrutura tremeu. Pergunta-se se a queda será pontual ou se vai mesmo manter-se nas próximas eleições. A CDU, a coligação, pode crescer. As ideias não foram alteradas.

Uma campanha que para os estrangeiros é vista como uma “festa”, num país para poucos banquetes. Os políticos fizeram o papel que lhes cabia, bem ou mal. O Presidente da República fala sábado, em pleno dia de reflexão. O DezInteressante reuniu os jovens dos partidos para lançar as ideias principais. Agora é tempo de todos fazerem a sua parte. Ir às urnas, votar e votar bem.

Boas palavras para todos
Diogo Carreira