Posted by on Jan 2, 2011 in Fugas de informação | 0 comments


A minha família está preocupada com o que faço nas redes sociais. A minha avó acha que eu não devo falar tanto do Cavaco Silva. Eu quando critico o nosso actual Presidente da República faço-o por duas razões:

- Desde que pude, sempre votei;

- Quer queiramos, quer não, bom ou mau, Cavaco Silva está há mais de 10 anos ligado ao futuro do país.

Não critico porque voto Manuel Alegre ou outro qualquer candidato. Não critico porque quero legalizar as drogas ou abolir os exames nacionais (?!?!?!). Aliás, às vezes por votarmos numa determinada opção sentimos mais necessidade de a criticar: afinal estamos a falar daquilo que nos prometeram e representa.

Se o estado das coisas é este não se deve a José Sócrates ou a Manuela Ferreira Leite. Deve-se a eles, mais ao nosso Presidente, mais a uma ou duas centenas de pessoas. Entre deputados, ministros, presidentes e cabeças de empresas do Estado, não devem ser muito mais de 200 os que tiveram na mão o futuro dos 10 milhões.

Critico porque ainda posso. Se isso é importante ou não, responda quem lê. Para mim, não, não é importante para o meu trabalho. Sigo o que defendo e a ética que sempre defendi. E talvez esse seja um grave problema: as pessoas andam a preferir calar-se para depois deixarem a ética de lado.

Ainda não fui despedido por causa das redes sociais e não acredito que no meio em que felizmente trabalho isso aconteça. Até ver (repito: até ver) somos o garante da liberdade. E sejamos sinceros, o que pessoas como eu dizem ou deixam de dizer não vai mudar lá grande coisa. Infelizmente. Talvez um dia,

Vamos trabalhar, 2011 precisa de mão-de-obra, muita crítica e muita vontade.

Boas palavras e um grande ano novo