Posted by on Mai 15, 2011 in Fugas de informação | 0 comments

Opinião

Não se trata apenas de dizer que estamos à rasca. Não se trata de olharmos para a televisão, para os jornais, ouvirmos rádio e ficarmos a pensar. Trata-se, sim, de as coisas estarem complicadas e ficarem cada vez mais mas depender de nós que fiquem menos mal e cada vez melhor. Novos, velhos, meio-velhos, meio-novos. Todos estão a pensar o que vai ser a partir daqui. Portugal pediu ajuda externa porque não tem dinheiro, os portugueses dinheiro não têm e nada indica que as coisas vão ficar mais fácil.

Dizem-nos que vamos ter de mudar de vida. Dizem-nos que esta geração vai viver pior que a anterior. São palavras, títulos e manchetes que nos fazem pensar. Não se trata de demagogia. É antes o ter de pôr os pés no chão. Mas se apenas ficarmos por esta conversa desoladora, nada será melhor. É tempo, de uma vez por todas, acabarem com as palavras baratas e isso cabe a cada um de nós, como pessoas. Ao nosso lado vai haver alguém numa situação mais difícil, cabe a nós tentar minimizar esse problema.

A geração que vai viver pior tem mostrar que pode ser mais do que “os jovens”. Se podemos estudar, estudemos. Se temos de trabalhar, que trabalhemos. Se não tivermos um escritório, tivermos de ir para uma loja, que assim seja. Não há espaço para segundas oportunidades, não há tempo para “atitudes de gente fina”, em que a Zara não é emprego para mim.

Se todos derem esse bocadinho e deixarem o sofá da casa dos pais, pelo menos por 12 horas, tudo vai ser melhor. Não amanhã, não para o ano. Quando nos dizem “agarrem-se que vamos cair” podemos ter duas leituras: estamos perdidos, agarrem-se ao corrimão ou vamos subir, agarrem-se ao próximo.

Boas palavras para todos.
Diogo Carreira